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segunda-feira, 15 de julho de 2013
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Velhas Árvores - Olavo Bilac
Olha estas árvores, mais belas
Do que as árvores novas, mais amigas:
Tanto mais belas, quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas... [tempestades]
Do que as árvores novas, mais amigas:
Tanto mais belas, quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas... [tempestades]
O homem, a fera, e o inseto, à sombra delas
Vivem, livres de fomes e fadigas;
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E os amores das aves tagarelas.
Vivem, livres de fomes e fadigas;
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E os amores das aves tagarelas.
Não choremos, amigo, a mocidade!
Envelheçamos rindo! envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem:
Envelheçamos rindo! envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem:
Na glória da alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!
terça-feira, 9 de julho de 2013
Os versos da Morte - Romance Policial - Autor - Ernani Clarete da Silva
Um professor de uma Universidade Federal é
encontrado morto na frente do computador em seu gabinete. A autópsia efetuada
por uma conceituada médica legista, doutora Patrícia Madureira constata morte
suspeita. Assassinato ou suicídio? O delegado chefe da divisão de homicídios,
Mário Coimbra assume o caso. Coimbra é um negro de aparência exótica e extremamente
inteligente. Enfrenta sérios problemas de preconceito racial culminando com
intenso movimento cujo objetivo é afastá-lo do caso. Na sequência, mais mortes
acontecem na mesma universidade. Sob intensa pressão da comunidade Coimbra
mergulha num complicado emaranhado de evidências até que no limite de sua
capacidade dedutiva, resolve os casos. Um final surpreendente que desafia a
imaginação do leitor.
domingo, 7 de julho de 2013
Tomamos a Vila depois de um Intenso Bombardeamento - Fernando Pessoa
A criança loura
Jaz no meio da rua.
Tem as tripas de fora
E por uma corda sua
Um comboio que ignora.
A cara está um feixe
De sangue e de nada.
Luz um pequeno peixe
— Dos que bóiam nas banheiras —
À beira da estrada.
Cai sobre a estrada o escuro.
Longe, ainda uma luz doura
A criação do futuro...
E o da criança loura?
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
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